Absolvição de Aécio cheira mau

Sim, cheirou mau, para os que ainda entendem que alguma coisa pode se esperar de políticos.

Este artigo não se propõe a falar do jogo que envolveu toda a situação. O ponto aqui é outro. Será uma resposta a uma pessoa que indignada com o desenrolar dos fatos desabafou da seguinte forma:

Aécio Neves Traficante volta pro seu cargo de Senador, enquanto isso traficante de vila fica 8 anos preso em regime fechado; depois tem gente que vem falar de igualdade, pra mim traficante é traficante tem que ter mesmo tratamento, sem isso de foro privilegiado; isso tem que acabar.
#Reformapoliticaja
#EssePovoNaoVaiAcordarNao

 

O desabafo contém um elemento importante: a questão das drogas, que de forma cotidiana é abordada como uma questão policial e jurídica. Por isso, ao menos um pequeno argumento econômico se faz necessário, para que as pessoas possam formar suas opiniões, acerca do tema, com o apoio desse importante conhecimento.

Primeiramente alguns itens importantes para o nosso exercício

  1. As pessoas demandam
  2.  Se há demanda alguém vai produzir
  3. O individuo tem o direito de colocar qualquer substância dentro do seu próprio corpo

O três itens acima, por si só, são incapazes de produzirem o que seria inaceitável sob a ótica libertária: o início de agressão à pessoas.

Em resumo, se eu tenho o direito de consumir quaisquer substâncias, na sequência demandar por essas substâncias e por isso alguém me fornecer essas substâncias, não cabe a um terceiro, por motivos irracionais iniciar violência contra o consumidor ou contra o fornecedor.

Quem seriam os mais prejudicados com a não participação estatal nessa questão?

Aquelas organizações famosas.

Com a repressão policial, somente quem quiser se armar e correr o risco de participar de constantes confrontos, participará desse mercado, veja: se pessoas comuns quiserem se tornar fornecedoras nesse mercado a barreira de entrada praticamente proíbe o empreendimento. Por isso a repressão estatal tem como resultado final, apenas a criação de uma reserva de marcado para essas grande s organizações.

Com o afastamento do Estado nessa questão, pequenos fornecedores surgiriam, e de inicio, o dono do monopólio reagiria, mas, aos poucos a perca de receitas dificultaria a manutenção de funcionários, armas, e matéria prima. O mercado estaria pulverizado. Não haveria motivos para se investir em armamentos e nem se organizar em grupos violentos.

Conforme ocorre a manutenção e aumento da repressão estatal as organizações vão se especializando e ficando cada vez mais violentas. Novos entrantes não são admitidos de forma alguma. Boa parte do dinheiro está sendo investido na segurança da firma e nesse contexto extremamente hostil eis que surge um concorrente: Um individuo extremamente equipado.

O Helicóptero

Só com um helicóptero um concorrente conseguiu competir com as organizações detentoras do monopólio.

Tendo como base esse pequeno argumento econômico o conhecido por traficante, não deve ser tratado como um criminoso no que se refere ao fornecimento de alguma substância.

Lógico que crimes decorrentes da prática, e muitas das vezes praticados por conta das distorções nas relações de troca provocadas pelo Estado, devem ser punidos…

No entanto é de suma importância que sempre orientemos, principalmente as crianças,  sobre os males provocados pelo consumo de drogas.

Quanto ao Aécio, só dele se arrogar detentor do poder de decidir sobre a vida de terceiros (político), caberia a ele não só 8 anos de detenção mas que ele ficasse preso até entender que com a vida de terceiros não se brinca.

 

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