O Corporativismo do Sistema Bancário Sufoca os mais Pobres

 

 

É muito comum ouvir reclamações dos abusos cometidos pelos Bancos. Situações de mau atendimento, juros abusivos, cobranças indevidas e etc. Em algumas situações as pessoas atribui ao capitalismo, a culpa por tais problemas.

Será que o capitalismo é de fato culpado pelos abusos cometidos pelos Bancos? Os Bancos realmente representam o capitalismo? Já que o livre mercado favorece as grandes elites, porque os Bancos não financiam ações que promovam o livre mercado?

Para tentar responder a esses questionamentos é importante definirmos ao menos de forma prática porém honesta o termo capitalismo, lembrando que o termo tem tom pejorativo mas já que, é o que a maioria conhece, que seja ele mesmo. Vamos lá.

Capitalismo

Trocas voluntárias de bens e serviços previamente acumulados, praticadas em um ambiente de livre mercado. No caso dos serviços entendesse acúmulo de conhecimento em alguma atividade, como o capital Ex: se alguém se propõe a  ensinar uma língua a alguém, para isto, basta o acúmulo prévio desse saber por parte do professor.

E então, os Bancos se enquadram na definição de capitalismo ou o que se ataca é somente um espantalho? Partindo para a desmistificação propriamente dita não caberá a você que lê este artigo continuar acreditando nessas falacias que em alguns casos surgem com o proposito de perpetuar o poder de alguns, em quanto outros morrem de fome.

Qual o produto oferecido pelos Bancos? O dinheiro. Numa lógica capitalista um Banco só poderia oferecer um produto que fosse previamente acumulado, e aqui o primeiro desalinhamento com o capitalismo fica evidente, quando na verdade eles operam com reservas fracionárias, ou seja, sem grande parte do estoque que se supõe ter, mesmo que maléfico para as pessoas não me aprofundarei no tema das reservas fracionárias, mas para fins de ilustração imagine um vendedor de carros de vende o mesmo carro para três clientes diferentes. Imaginou?  Claro que esse modo de operar só é possível graças a intervenção estatal. Quanto a existir trocas voluntárias em um ambiente bancário, não “ecxiste”! já que toda a estrutura se trata de um grande monopólio, sendo assim só haveria como medir algum tipo de voluntariedade caso houvesse, de fato, uma livre concorrência, onde vários agentes oferecessem seus serviços e mesmo assim as pessoas optassem em usar o sistema bancário estatal.

Que fique claro que quando digo Banco estatal, me refiro a qualquer Banco. E por fim, lembre-se que mais capitalista que um Banco é aquele teu amigo ou parente que de forma voluntária te emprestou uma grana  previamente acumulada, por ele ter se privando de usa-la no passado e ainda por cima de tudo assumindo o risco de não receber.

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