Os males criados pelo financiamento estatal da cultura

No âmbito das associações voluntárias se enquadra a relação entre, artistas e fãs. A expressão de um artista nada mais é que, o produto final de tudo que o individuo artista absorveu durante toda vida. Nesse pacote vai a ideologia política, a espiritualidade, os sonhos e até os mais íntimos caprichos, tudo isso é direcionado e lapidado até ser transformado em um produto final que pode ser: uma peça teatral, um CD,  uma aprestação de voz e violão em um bar, um filme e etc.

Em se tratando de uma relação voluntária, não cabe aí um julgamentos que fuja do âmbito estético da arte. Ex: “Ah, o Marcos curte Samba, Samba é chato!” ou “Ah, que filme ruim!”. Nessas falas o crítico das artes em questão questionou a estética, que aos olhos dele, não é boa, porém, houve respeito a voluntariedade de associação dos que “curtem” tais manifestações. Diferente seria, se esse mesmo crítico fizesse uso de alguma agressão para fazer valer sua opinião.

O artista percebendo que um certo perfil de pessoas formam sua base de seguidores, ele de forma automática passa a investir nesse seguimento, criando assim, um padrão, uma marca, uma comunicação que é comum a esse público e dessa forma, investe seus recursos no aprimoramento desse produto, isso determinará o conteúdo das novas composições, do novo roteiro, do novo repertório da nova história.

Com marca e propostas bem definidas o artista se comunicará de forma efetiva, e todos terão clareza de estarem se associando à uma proposta artística que seja alinhada a sua verdade pessoal, daí surge a associação totalmente voluntária entre fã e artista.

Qual o pior cenário quando se trata das manifestações artísticas sob uma ótica econômica?

Os subsídios fornecidos pelo poder estatal através das “leis de incentivo

Devido a origem dos recursos provenientes dos impostos, pessoas não consumidoras de uma arte em especifico, passam a financiar um artista, que elas nem fazem ideia que exista, isso retira desse pagador de imposto, a possibilidade de consumir a arte do artista de sua preferência, por outro lado esse artista favorecido por tal incentivo estatal, perde a referência de quem é o consumidor da sua arte, isso impactará em todas as decisões durante o processo de produção trazendo como possíveis consequências: repertório ruim, fotos feias, história sem liga e etc.

No contexto exposto no parágrafo anterior fica definida como se dá uma relação não voluntária entre artista e consumidor de arte e como esse tipo de associação pode ser prejudicial para ambas as partes.

Os parabéns deve ser dado aos artistas que no dia à dia se esforçam para entregar mais e melhor aos seus fãs, ou para atingirem novos consumidores fazem uso de táticas pacíficas seja: divulgando seja produzindo de forma diferente. Aos artistas que de forma coercitiva tentam impor sua arte, cabe uma reflexão: Vale apena dedicar a vida a uma arte que as pessoas são obrigadas a consumir?

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