A participação libertária na política é um erro estratégico!

Quais seriam os movimentos de um libertário dentro da estrutura estatal? A sabotagem o desvio, o discurso anti-Estado nas câmaras legislativas? Essas ações podem ser encaradas como um grande erro estratégico, com algumas consequências bem previsíveis. Leia os próximos parágrafos e entenda o argumento.

Este artigo se originou de um questionamento feito aqui onde é colocada uma situação onde, voluntariamente, um individuo libertário dá o “aceite” nas regras do Estado, para  participar do jogo democrático. Dessa situação nasce algumas perguntas que talvez gere um debate interminável, e até desagregador mas, diante da observação de que essas questões são pertinentes ao movimento, segue abaixo algumas perguntas bem como suas respectivas respostas em branco e não definitivas.

  1. Ao dar o aceite, não estaria o libertário condicionado à ser cobrado futuramente, tendo como base: o argumento de ter aceito VOLUNTARIAMENTE os termos de um contrato?
  2. Ao ignorar os termos do contrato, sob a justificativa de que a outra parte, o Estado, não tem legitimidade: como seriam realizadas as atividades de destruição do Estado, “por dentro” colocada nos termos do primeiro paragrafo deste artigo? considere para essa questão os seguintes itens:

a) Ao partir para a sabotagem, desvio e discurso anti-Estado, O que isso comunicaria as pessoas que ainda estão sob a sombra do senso comum? Talvez  as manchetes seriam: “JOÃO LIBERTÁRYUS FOI CONDENADO POR LAVAGEM DE DINHEIRO E CORRUPÇÃO PASSIVA”

b) Agir para melhorar a eficiência estatal com o objetivo de que ela demande menos impostos. É possível imaginar as pessoas (senso comum) dizendo: “Agora sim, esse governo é bom!”

Enfim, não há como negar que a participação libertária na estrutura estatal em algum momento gerará alguma contradição. Talvez o momento seja de se investir na propagação das ideias da liberdade já que, essa ainda hoje, em 2017, é novidade para grande parte dos brasileiros.

Conforme o exposto nas linhas anteriores fica evidente o erro estratégico que é essa participação libertária na estrutura estatal, aos olhos dos possíveis eleitores esse libertário será enquadrado como sendo simplesmente: O Político! E todo ideário senso comum atribuirá aos “erros” desse político o nome de corrupção, não bela e imoral.

Não há como vestir a camisa do adversário sob a justificativa de que faz isso para ajudar seu time de origem, e fazendo gol contra, não esperar ser punido pela atual torcida.

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