Porque o INSS nem deveria existir!

Apesar de não compartilhar da mesma posição de contrariedade à reforma da previdência, também não me coloco a favor. Porque ao optar em ser favorável, eu, igualmente aos que são contra, estaria legitimando a interferência estatal em algo muito importante para qualquer pessoa: A segurança financeira na velhice! Sendo assim, hoje tenho a posição firme de que nenhum sistema previdenciário estatal ao menos devesse existir!

Os argumentos que inclusive me convenceram, não vem dessa brincadeira do “nós contra eles” típico das disputas políticas e algumas pessoas podem insinuar que sou um anti-povo elitista. E para provar que não, os argumentos a seguir tem como base autores como: F.A. Hayek, Frédéric Bastiat, Murray N. Rothbard e Ludwig von Mises críticos ferozes do espólio praticado contra indivíduos por parte de governos.

Antes, não podemos deixar de denunciar a injustiça que seria para os que já teve seu dinheiro confiscado pelo INSS, e na esperança de um dia receberem algo de volta, são surpreendidos por uma regra que no meio do jogo muda! e muitos desses por desespero acabam pedindo por mais controle estatal em suas vidas, sem se atentarem, para o fato,  de que isso é condenar os que nem entraram no mercado de trabalho, ao mesmo destino de instabilidades e incertezas.

O primeiro argumento contra a previdência estatal nasce da  imoralidade do sistema, que se financia com dinheiro tirado das pessoas de forma coercitiva, isso é contra a lei portanto é crime! E isso bastaria para dar fim ao debate.

Por acaso, algum de nós conseguiria obrigar alguém a depositar uma quantia mensal em nossas contas, sob o pretexto de saber administrar melhor o recurso que o próprio dono, sem sofrer algum tipo de resistência ou punição?

Só se consegue tal coisa se você possuir o monopólio da força, somado com certa flexibilidade moral da população, que faz com que: Em alguns casos elas aceitem o roubo da propriedade de terceiros ou a propriedade delas mesmas em nome de uma causa “nobre”. Como se ao destinar um recurso de origem imoral à essa tal causa nobre, justificasse o motivo da violência original para se obter os recursos.

Em relação a pessoa reivindicar a previdência estatal como um direito, seria aceitável acaso dependesse apenas da iniciativa pessoal dela, em depositar o recurso no cofre do governo. Porém, não é assim que acontece e pessoas que não concordam em financiar o sustento de desconhecidos, acabam por ordens de políticos sendo obrigadas à arcar com os custos, do tal direito à aposentadoria estatal de terceiros.

Portanto, por mais que se propagandeie os supostos benefícios da previdência estatal, a sua legitimação é imoral! já que o recurso é produto de coerção. Alguns, mesmo depois de saberem da imoralidade do sistema, talvez apelem para um argumento utilitário: onde abandona-se o que é o certo e o errado e apoia-se o que compensa ou não.

Como saber se a aposentadoria estatal é a melhor opção, já que não existem concorrentes que possam fazer frente ao serviço imposto pelo Estado? Numa ponta o INSS suga grande parte das rendas das pessoas e na outra ponta, o Estado dificulta o fortalecimento de seguros privados com regulações e altos impostos, tal estratégia não deixa dúvidas de que se trata de uma opção pelo monopólio, sem se importar  que isso prejudique as pessoas.

Em meio à toda essa discussão, deve-se separar os que conscientemente apoiam o esquema perverso praticado pelo Estado, dos que clamam pelo Estado sem saberem que:

Sem o Estado no mercado Previdenciário, surgiria um novo “problema” O excesso de outras opções!

 

 

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